
Olá pessoas, como estão? Neste post gostaria de dividir um pouco dos meus sentimentos e a confusão que estou sentindo. Não sei quando irei publicar isso, então não irei trabalhar com datas certas, mas o fato é, irei fazer intercâmbio.
Escrever isso é tão assustador quanto falar em voz alta. Faz alguns dias que descobri que passei no teste para viajar para o exterior e ainda não consegui assimilar esta informação.
De início, por conta de todos os filmes de hollywood e as mais diversas séries, idealizei muito o que seria passar um tempo fora. Também como, mesmo que por muito tempo, de diversas maneiras eu tivesse lutado para esta situação acontecer, parecia um sonho tão distante, que ainda me pego conferindo aquelas palavras de "passou", buscando alguma entrelinha que diga o contrário.
E o fato de acontecer bem no ano do tão temido "terceirão" me faz pensar se adiar mais um ano a faculdade é bom ou ruim, assim como, será que vale a pena deixar para trás a formatura, a colação de grau e até o casamento da minha irmã!? Não sou ingrata, o ponto é que, também como é incrível ir para fora e "desbravar altas aventuras" perder outros momentos, desperta o receio.
Esse desejo incontrolável de viajar e explorar o mundo, pode ser considerado fruto do mercado que estimula viagens com a mensagem do se auto descobrir. Entretanto para mim, não acho que eu seja fruto dessa influência, justo que, por relatos de familiares, o sair de casa é mais genético do que de personalidade. Portanto, viajar para mim vai ser um clímax que vou avaliar tudo a minha volta, as pessoas que irão permanecer, profissão para seguir, como o mundo funciona e como irei colaborar com ele, o que muitos traduzem isso como: avaliar as prioridades.
Sinto que venho sendo preparada para algo a muito tempo, e não sei ainda qual é o ponto mais alto dessa progressão que irei chegar.
Pela primeira vez as coisas parecem tão confusas e extraordinárias que não consigo nem transmitir o que estou sentindo, uma mistura de ansiedade, medo, dúvidas e mudanças.
A conformidade das perdas vem aos poucos, mas a tensão maior cresce em mim, com a pergunta: E depois?
- Mariane Silverio
- Mariane Silverio
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