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| Gate of India; |
Olá galera, como estão? Resolvi compartilhar este resumo de todas as vivências de um mês vivendo na Índia, que irá conter coisas já citadas aqui no blog mas que particularmente vale a pena ressaltar novamente. Espero conseguir mostrar o quão grande é ser um cidadão do mundo, o quanto nos transforma e o quanto inspira.
Prezados,
Fazer intercâmbio é mergulhar no desconhecido para experimentar novas visões de mundo. Vir para Índia foi quase como mudar de planeta. A partir da minha conexão na Etiópia que tive a concepção que a aventura havia começado, porque encontrei intercambistas de várias partes do Brasil (e inclusive um da Argentina) que estariam se dirigindo a seus intercâmbios na Índia, um diplomata indiano completamente simpático e prestativo ( e Deus como sou grata a ele pela ajuda na imigração, malas e quando passei mal no avião) e até uma moça que pesquisava sobre o oceano e que havia ganhado um prêmio e estava indo apresentar uma palestra em Cingapura! Isso foram os pontos altos, claro, porque é de conhecimento que quando há brasileiro em recinto exterior, há brasileiro no lugar, ou seja, somos autênticos, conversamos, somos curiosos.
Na conexão da Etiópia para Delhi foi onde realmente o choque cultural aconteceu, e o que eu não tinha surtado ainda, eu surtei. Tudo por causa da comida apimentada do avião, que me fez pensar que eu não aguentaria ficar nem uma semana neste país. Quando vi meus hosts parents da segunda família (que foi a segunda família que me buscou), pensei “ok, o que eu estou fazendo aqui”.
Eu falo muito sobre meus dias no avião, sobre minha primeira semana na India, como foram complicados, porque eu simplesmente não sabia o que me esperava, apesar de várias especulações minhas e de outras pessoas, e o que posso dizer é que todos os dias este lugar me surpreende. Existe uma crença na hora de escolher os países, para escolher o melhor, aquele mais fácil, mas não cabe julgar países entre melhores e piores, cabe pensar que países são diferentes uns dos outros e que, a escolha deve representar o que procuramos fazendo um intercâmbio, como se descobrir.
Uma breve introdução sobre as minhas famílias anfitriãs: Na minha primeira casa vive Toral (host mom), Bharat (host father) e a grandmother “Dadi”, o meu host brother atualmente está na faculdade, então mora em outra cidade. Na minha segunda família temos além dos pais, os filhos, que a menina mais velha foi para a França em seu intercâmbio e o menino estuda em um colégio interno em outra cidade. A terceira família é incerta. Outra questão a ressaltar, é que sou a única intercambista na minha cidade, cidade está que fica no meio de duas que abrigam 8 intercambistas cada. Por conta de o distrito aqui ser absurdamente rígido não posso ir ver eles (mesmo que as cidades sejam a 40 minutos de distância daqui) e muito menos ir ver o brasileiro mais próximo que é a 6 horas de distância.
Na minha primeira semana, visitei com minha host mom onde ela trabalha, que é em um centro para meninas tal qual tem aulas de costura, beleza, informática e enfermagem, e durante uma das visitas pude assistir e colaborar em uma palestra promovida pela BJS com a temática de "Smart Girls: seja feliz, seja forte;” o que basicamente tratou sobre educação feminina em diversos aspectos. Também participei de um projeto de Rotary Club na minha cidade com a ação de plantar árvores. Conheci os membros do Club Rotex e definitivamente, todas as cidades, distritos, deveriam ter um club como este, porque para aquele momento de choque de realidade que o aluno passa, eles trazem um senso de normalidade.
Na cidade ao qual estou (Bharuch), o Rotary Club além do centro para reuniões é um local de lazer, ao qual possui piscina, quadras de esportes e academia.
Nas semanas seguintes, tive meu primeiro dia de aula, ao qual foi completamente diferente, pela estrutura escolar, disciplina e orações, o que mais parecia uma academia do exército (observação, os professores podem bater nos alunos aqui).
Tive a chance de visitar Surat e Mumbai com a minha segunda família anfitriã, a primeira viagem foi apenas para passear nos shoppings, enquanto a segunda viagem foi para passear e se despedir, na visita vimos templos na cidade, pontos turísticos como o Portão da India (local que antigamente era porto para as grandes navegações), praia, ver casas de famosos, e adeus porque uma visita a Mumbai tinha como objetivo levar a minha host sister da segunda família ao aeroporto, para que ela saísse para o intercâmbio na França (coincidência, esbarrando em dois intercambistas brasileiros no aeroporto, cujos hosts Brothers também iriam ir para a França).
Tive envolvimento no Dia da Independência da Índia, para o qual toda a família acompanhou meu host father à empresa em que ele trabalha, para participar de uma celebração, que conteve além do hino, a presença de soldados, apresentações de dança e teatro. (Aliás, existem mais que um tipo de danças indianas, atualmente estou aprendendo a dançar Garba que é a mais fácil, por ser dança de roda e a clássica que é a que geralmente vemos em filmes). No final do Dia da Independência, preparei brigadeiro para a família e principalmente meu host brother amou.
Fiz uma primeira apresentação sobre o Brasil em uma reunião do clube Rotex, ainda não estou participando das reuniões do Rotary por eles terem marcado um momento oficial para este mês, mas já conheço a maioria dos rotarianos indiretamente.
Um dos momentos mais incríveis foi na orientação do distrito, ao qual me dirigi a outra cidade para conhecer todos os intercambistas do distrito, ao todo somos em 20 (e as viagens vão ser feitas em parceria com outro distrito). Conhecer eles e rever os amigos deu sensação de tranquilidade, os desabafos e os momentos de descontração tornaram aquele fim de semana muito especial. O que também reflete em uma saudade contida, porque ser uma das únicas intercambistas sozinhas em um distrito rígido, onde outros intercambistas sempre estão juntos, acaba sendo um pouco frustrante.
Um outro ponto alto, foram as minhas duas celebrações de aniversário, a primeira organizada pela minha segunda família, ao qual fomos a um restaurante indiano, eles compraram bolo e soprei as velhinhas junto com uma priminha da família que também estava de aniversário. A segunda, foi uma festa surpresa organizada pelo club rotex, alguns dias depois, contendo todo o club e amigos que fiz, e foi muito divertido.
E a mais, pude visitar quatro templos na cidade de Bharuch, além de ter ido assistir um concerto de música clássica indiana.
Tentei resgatar os principais pontos vividos neste mais de um mês vivendo na Índia.
Eu tive dias incríveis, dias que eu não entendia o que estava acontecendo, que eu questionava tudo, que me perguntei porque fiz essa escolha. Mas eu tenho a oportunidade de viver uma vida paralela durante 10 meses, eu sei o que muitos fizeram em decorrência a seus intercâmbios, estou ansiosa para saber onde esses momentos que vivo irão me levar.
:-):-) :-)
ResponderExcluirContinue compartilhando a felicidade ....
Claro 😃
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