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| Aeroporto de Ahmedabad - Chegada; |
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| Varanda da casa da família que estou hospedada em Bharuch; |
Não sei como começar a explicar o
antes, e o depois, é tantos sentimentos misturados que dizer “eu estou do outro
lado do mundo” chega a ser assustador, chega a ser incrível, chegar a ser uma
loucura.
Foram 3 dias de viagem, Foz do
Iguaçu, São Paulo, Etiópia, Delhi, Ahmedabad, mais 3 horas de carro até
Bharuch, meu destino. Os 3 dias mais diferentes, para a semana mais diferente.
A despedida não parecia despedida
por 10 meses, me senti indo para um passeio na escola. Viajei ao lado do MC
Gui, tirei fotos do Pedro com a seleção do Corinthians, ganhei bottons da moça
que cuida o raio X. Em São Paulo, após uma saga para encontrar o portão de
embarque, após japoneses terem pedido para tirar fotos por causa do blazer,
após conhecer um diplomata indiano completamente incrível e importante para
esta história, conheci amigas maravilhosas por conta de uma viagem insana
(obrigada Hanna por descrever exatamente o que é ir pra Índia). Karoline
nordestina, Luiza e Hanna mineiras, o olhar de reconhecimento de blazers, a
surpresa, a coincidência de dividir um avião por 12 horas com o mesmo destino.
(Sem esquecer é claro, o Franco, intercambista da Argentina na Índia que
descobrimos dentro do avião, ou a moça superinteligente que estuda oceanografia
e que ia dar uma palestra em Cingapura).
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Intercambistas brasileiros e um intercambista argentino no aeroporto da Etiópia (pois é, eu pisei no continente africana galeris)
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Mas nem tudo são flores, a
confusão de fuso horário na Etiópia, o cansaço, o balanço do avião, o vômito,
resultaram na primeira crise. O choque de sair de casa e estar por conta, outro
país, outra língua, outra comida, a falta de comodidade, sair da zona de
conforto.
Cheguei doente em Délhi (com
direito a enfermaria e soro) pensando em trocar o bilhete e voltar. Mas após
açúcar no sangue e o descanso naquela cama, o animo de tentar pelo menos uma
semana veio. Afinal, eu já estava na Índia.
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| Minha host family |
Eu não vou mentir, foi um
tremendo choque cultural. Sem feijão e arroz, e sim vegetais, legumes e frutas.
Pimenta, pimenta na comida, um tipo diferente no suco, pimenta no cheiro dos
lugares. Ainda não consigo comer, pelo menos não algo como eles comem, e sim
uma quantidade reduzida.
Falo tanto assim de comida,
porque ela foi meu grande problema. Culturalmente os indianos são prestativos,
afetuosos, gentis, então mesmo que pela rapidez na fala ou o sotaque, nem que
por gestos eles vão tentar te ajudar. (Pelo menos os que conversei foram assim)
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| Apresento o biquini indiano; |
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| Conhecendo membros do Rotex Club; |
Para fazer intercâmbio tem que
estar muito focado, porque qualquer sentimento de solidão, de estranheza, a
mente transforma em uma tempestade e é necessário não se deixar levar por essas
crises.
Hoje no dia desta publicação é
dia do amigo aqui na Índia, e para demonstrar o empenho deles para que eu me
adapte logo ganhei além da tradicional pulseira, de almoço frango frito, arroz,
tomate e Naan, e mesmo que temperados diferentemente, me deixou completamente
feliz.
Estou a uma semana aqui e
sinceramente a Índia
não é tudo o que falam, na verdade ela é incrível e eu só vi um pedacinho dela
ainda.
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| Rotary Club of Bharuch aplicando projeto hoje; |
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| Rotary club of Bharuch; |
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| Eu tentando mostrar a cidade da laje; |
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| Fotos conceituais, só na minha imaginação; |
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| O sol, vê se me esquece |
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Mostrando o cabelo embaraçado para vocês;
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Juro que os próximos posts serão mais explicativos...não deixe de acompanhar de perto tudo no instagram e snapchat. Beijos, a disposição!
Parabéns Mariane,experiência incrível
ResponderExcluirMuito obrigada, está sendo incrível mesmo!
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