Neste post tenho a intenção de contar um pouquinho da rota e de como foi a minha experiência com a primeira viagem oficial realizada no distrito 3060 na India no ano de 2018-19.
A viagem teve custo de 9 mil rúpias (com adicionais de alguns dias pagando almoços e jantares a mais), o que seria quase 500 reais, teve duração de uma semana e a intenção era conhecer os principais pontos turísticos do Estado do Gujarate. Foram 4 dias dormindo em hotel e 3 dias em casas de famílias anfitriãs.
A viagem teve custo de 9 mil rúpias (com adicionais de alguns dias pagando almoços e jantares a mais), o que seria quase 500 reais, teve duração de uma semana e a intenção era conhecer os principais pontos turísticos do Estado do Gujarate. Foram 4 dias dormindo em hotel e 3 dias em casas de famílias anfitriãs.
A viagem começou no dia 20 de janeiro, as 5:50 da manhã peguei um trem de Bharuch (cidade ao qual estou vivendo) para Vapi (em torno de 2 horas e meia de viagem). Neste dia o objetivo era a participação de todos os intercambistas na Conferência de Interact distrital, fazendo uma apresentação de dança e teatro, além de poder interagir com outros adolescentes membros da família rotária.
Claramente, nessa conferência senti uma grande diferença de comportamento do Interact indiano para por exemplo o Interact brasileiro, enquanto no distrito ao qual tenho origem geralmente os eventos são mais animados, os clubs são mais unidos e integrados e realmente discutem os problemas e gratificações, neste evento senti distanciamento entre clubs, falta de responsabilidade atribuídas aos adolescentes sendo perceptível que os adultos organizaram tudo ao mesmo tempo que há eles querendo serem “adultos”, perdendo um pouco da singularidade e identidade que um club adolescente casualmente tem.
Durante a noite tive a oportunidade de visitar novamente Daman, uma cidade ex-colônia portuguesa, em visita ao forte, mar e a igreja católica “Bom Jesus”.
No jeitinho indiano, no dia seguinte a viagem de ônibus começou com duas horas de atraso com destino a Vadodara. A cidade tem um enorme parque de lazer, que contêm um museu (que a entrada para indianos é 10 rúpias mas para estrangeiros é 200 rúpias), um Zoológico (apesar do lugar estar em reformas e ser compreensível a “bagunça”, me pergunto realmente se os animais vão viver bem, tendo em vista que ao visitar a parte que os macacos estavam, era frustrante e claustrofóbico pelo comportamento deles viver dentro daquelas gaiolas). Essas percepções são baseadas na minha visita no início do mês, porque na real visita ao parque tivemos um pouco de falta de organização dos responsáveis pelo tour, logo que, alguns intercambistas vivem nesta cidade e outros já tiveram a oportunidade de realizar a visita a este lugar, sendo assim tais se recusaram a pagar novamente para realizar as atividades, propondo esperar na porta, entretanto os organizares por terem sidos recomendados a não nos deixarem sozinhos, se recusaram a dividir os grupos de primeiro momento, iniciando uma certa confusão “do que fazer” que resultou em horas perdidas dentro do parque simplesmente parados, até que nos últimos minutos do fim do tempo permitiram alguns estudantes irem ao zoológico e outros a andar de “mini trem” para apenas dar uma volta no parque. Eu sinto muito por aqueles que não tiveram a oportunidade de ver o parque. Também como, o tour pela cidade terminou logo em seguida, que resultou em não visitar por exemplo “Lukshmi Villas Palace” um grande palácio que há na cidade e que é referência turística da região.
O terceiro dia tinha como objetivo conhecer a maior estátua do mundo “Statue of Unity”, que é um monumento dedicado a um dos líderes do movimento da independência indiana “Vallabhbhai Patel” e que fica de frente para a Barragem de Narmada. O lugar tinha uma estrutura fantástica e moderna, e tudo absurdamente grande. A estátua com o tamanho de 5 vezes o tamanho do Cristo Redentor era surpreendente, isso sem contar a paisagem linda que a vista das alturas privilegiava.
A viagem seguiu para Ahmedabad ao qual fomos recepcionados pelo Rotaract club da cidade, realmente hospitaleiros e empenhados para que nos sentimos confortáveis. Após muitas introduções e apresentações, jantamos a moda tradicional e festejamos com a dança tradicional garba. O hotel surpreendeu com a sua falta de camas, chuveiros quentes no pico do inverno indiano e seu café da manhã peculiar.
A viagem seguiu para Ahmedabad ao qual fomos recepcionados pelo Rotaract club da cidade, realmente hospitaleiros e empenhados para que nos sentimos confortáveis. Após muitas introduções e apresentações, jantamos a moda tradicional e festejamos com a dança tradicional garba. O hotel surpreendeu com a sua falta de camas, chuveiros quentes no pico do inverno indiano e seu café da manhã peculiar.
O quarto dia, foi marcado por um “tour” pela cidade de Ahmedabad que incluiu um museu sobre a vida de Gandhi, muitos macacos e esquilos, alguma papelaria super famosa que eu ainda não entendi bem a visita, um planetário que não era um planetário, um shopping que na verdade era uma feira de antiguidades e de brinde um ônibus quebrado que nos fez perder o dia seguinte inteiro. A noite do quarto dia, foi marcado por um excelente jantar no club Rotary da cidade, com direito a assistir a uma excelente apresentação sobre as experiências de duas ex-intercambistas do intercambio de Novas Gerações do Rotary em países do continente africano.
O quinto dia, foi marcado por 10 horas de atraso por conta do ônibus quebrado somando mais 8 horas de viagem com um novo ônibus. O destino era um “resort” ao redor de um parque nacional e santuário de leões, local ao qual o Rotary havia preparado o “RYLA nature” para nós. Pelo atraso, só conseguimos realizar uma das atividades propostas da programação, que foi a visita as 23:30 a uma vila indiana que apenas tem 10 casas, os habitantes são conhecidos por serem hospitaleiros e geralmente o toque de recolher é as 19h porque há leões livres vivendo na região (SOCORRO), então eles haviam preparados toda uma decoração, que incluía bandeirinhas coloridas, rangoli no chão, vestes culturais e música. Mas o fato de estar muito frio (em torno de 8ºC, sem roupas adequadas), cansados por todo os problemas com ônibus fez com que não apreciássemos devidamente. Apenas chegamos ao hotel as 01:30 da manhã para no outro dia acordar as 6:30 para YOGA!
O sexto dia, foi marcado pela famosa diarreia, acordando duas horas depois do proposto e com muito vento. As 9h da manhã nos encaminhamos ao Safari, ao qual pudemos ver de perto leões e leoas e muitos outros animais, foi uma grande experiência. O resort era realmente formidável, com piscina, parques de aventura, cinema, sala de jogos e mais, (menos água quente no chuveiro, INIDIA POR QUE NUNCA TEM ÀGUA QUENTE). O Rotary realmente fez um bom serviço, hospitaleiros e prontos para ajudar no que preciso. O jantar incluiu Dhosa, que com toda certeza é o meu prato indiano favorito, seguinte de uma apresentação de dança interativa africana e que foi realmente muito divertida.
| Brasileiros no safari indiano |
| Parque de Aventura |
O dia 7, era o dia da república indiana, então as 7:15 nos dirigimos a uma escola da região para junto com os estudantes cantarmos o hino nacional. A 9 horas partimos para o último destino, Rajkot. Fui recepcionada por uma família anfitriã muito doce e sou muito grata a eles por tudo. O tour na cidade incluiu mais um museu de Gandhi, um museu de bonecas do Rotary, que são bonecas trazidas de todos as partes do mundo demonstrando a cultura e por fim, e nada mais que o normal um casamento hindu. O dia foi realmente agradável.
O dia 8 foi marcado pela volta para casa, infelizmente. Apesar de uma visão bem crítica sobre a viagem, foi muito importante, por todos os momentos vividos ao lado dos meus amigos, por toda a visão de empenho que vi o Rotary demonstrar, gratidão apenas.
Assim como, determinados pontos turísticos senti falta de visitar e espero que os próximos intercambistas tenham essa chance como por exemplo: O templo de Somnath, o templo Rai ki kav, Adalaj Stepwell, Rann de Kutch (um dos maiores desertos de sal do mundo), Templo Dwarkadhish, Girnar (um grupo de montanhas consideradas sagradas) e o mausoléu Mahabat Maqbara.
Espero que tenha sido possível a compreensão, esse foi um resumão de uma intensa semana e que irei guardar para sempre no meu coração. Aberta a dúvidas e dicas, um grande beijo e até a próxima!
| PC: @weird_llama_traveler |
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| Recepção pelo Rotaract club em Ahmedabad; |
Aproveita ao máximo
ResponderExcluirVou 😘♥️
ExcluirOi gostaria de saber se quando você foi pra outro país seus pais também tiveram que receber outro intercâmbista
ResponderExcluirOlá, sim, é uma regra desse tipo de digrama de intercâmbio... mas como meus pais não são rotarianos, minha família será a terceira família do intercambista.
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