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Vivendo na Índia: Mês 4 - Parte 1

Daman,, Índia;
Poicha Nilkanthdham, Índia;


Enquanto se garanta a livre circulação das ideias, deve-se cuidar para que todas as culturas possam se expressar e se fazer conhecidas. - @onubrasil


Meu último post terminou comigo dizendo que iria participar de um projeto de Interact “PetExpo” e foi realmente um evento grande e muito divertido, o Interact de Bharuch tem me surpreendido com a capacidade e a responsabilidade com os eventos. Eles montaram em um enorme gramado, vários estandes com várias espécies de animais (cachorros, gatos, peixes, hamsters, coelhos, galinhas, cavalos e mais) a fim de fazerem um competição. Particularmente, a única coisa que faltou no evento foi unir a uma feira de adoção, porque sempre vejo, por exemplo, cachorros nas ruas e eu acredito que esses animais merecem um lar, então, seria uma boa oportunidade para divulgar isto no meio de um público que adora animais.

PetExpo

PetExpo

No dia 04 de novembro tive a oportunidade de participar de mais um projeto do Interact Club de Bharuch, uma visita ao lar dos idosos em celebração ao Diwali, tal qual pudemos passar horas agradáveis conversando (as senhoras se divertiam comigo tentando falar as poucas frases que sei em Gujarat), fazendo brincadeiras e distribuindo bolos como presente. Neste mesmo dia, em família começamos a celebração do Diwali, juntamente com os vizinhos do prédio, soltamos os mais variados tipos de fogos de
artifícios em brincadeira... isso se repetiu durante toda a semana e foi muito divertido.














Neste mês, felizmente, meu irmão anfitrião veio passar as férias escolares em casa (ele estuda em um internato em Surat), então todos os dias no final da tarde, juntos saímos para explorar e conhecer Bharuch. Conhecemos todos os parques da cidades, visitamos templos, descobrimos restaurantes diferentes... por ele não viver aqui, as coisas são novas para ele também, então é bem confortável. O meu momento favorito, é esperar pelo anoitecer e ir andar de moto com meu irmão e o primo dele, logo que, nessa época de Diwali com muitas luzes enfeitando a cidade, tudo fica ainda mais mágico e bonito.








Durante o Diwali tive a oportunidade de observar como é feito a preparação para esta celebração, as faxinas, as decorações, como é feito o Rangoli (desenhos feitos no chão, ao lado da porta de entrada da casa, utilizando de areia colorida) e as orações. Pelas decorações familiarizo com o Natal e Ano novo americano, mas isso não faz com que o Diwali perca sua singularidade.




No dia 8, primeiro dia do ano novo hindu, pude acompanhar minha família logo cedo ao escritório, para soltar foguetes junto com os funcionários e acompanhar o meu pai anfitrião na entrega de presentes e doces. Algo interessante, que crianças e adolescentes, são presenteados com dinheiro pelos pais, tios e avós. Durante a tarde, minha família teve a ideia de ir até o templo hindu “Nilkanth Dham, Poicha” para além de conhecer o lugar que contem muitas atrações, fazer com que eu tivesse a oportunidade de conhecer elefantes pela primeira vez. O lugar é simplesmente fantástico, todas as estátuas enormes, a beleza do lago artificial, cada detalhe é bonito, é um lugar que inspira a fé. E ter visto, ao vivo e as cores um elefante, foi realizador, ver o tamanho, o impacto dos passos do animal, foi surreal, sou muito grata a minha família.















No dia 9, acompanhados do primo da família, nos encaminhamos a Daman, sede do antigo Estado Português da Índia. Pela arquitetura portuguesa, ver uma igreja, o forte, a estrutura das ruas, por um breve momento me fez sentir novamente no Brasil, já que o Brasil foi uma colônia portuguesa. Passamos a maior parte do dia na praia, entretanto, coisas me fizeram ter um “choque cultural” com o lugar. Primeiro, estou acostumada com praias enormes do Brasil, e em Daman, parecia um pouco bagunçado, com inúmeras barracas e quase ninguém entrando no mar para nadar, e até um banheiro “público” que precisava pagar para usar e nem água encanada tinha. Contudo, isso não fez diminuir a experiência, me fez pensar “diferente”, logo que, neste lugar tive a oportunidade de pela primeira vez ver e andar de Camelo, e andar a cavalo.










E por fim, 1000 rúpias investidas em um fliperama na cidade. Na tarde de um sábado, eu e meu irmão rachamos um cartão de bilhetes para o fliperama e passamos horas indo em todos os jogos do lugar! Vaos enaltecer que, ganhei no boliche, aprendi a dirigir no carrinho bate-bate, consegui pegar um urso de pelúcia naquelas máquinas de gancho que são feitas para não ser possível pegar nada. 


Os humilhados serão exaltados.

- Mariane Silverio.

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