Apesar de cada intercâmbio ser único, é notável um padrão relativo de experiências, chamado de circulo de adaptação, que pode ser entendido como um guia para entender os momentos que os intercambistas passam, considerando a flexibilidade.


Na minha partida para a Índia, eu estava tão estressada com detalhes que tiveram que ser resolvidos nas últimas semanas que eu só fui cair na real que estava indo para outro país por 10 meses quando entrei no avião. Eu vim para a Índia sem criar nem um pouco de expectativas sobre o que me esperava, acabei pulando a fase inicial de lua de mel e encarei desde o avião o choque cultural, que me fez chorar, pedir para voltar e ademais. Mas horas mais tarde na Índia, decidi tentar pelo menos uma semana e apesar de muito difícil consegui me adaptar e descobri o quão maravilhoso este país é. Chamado de "Adaptação superficial" foi o momento que eu consegui desenvolver a linguagem, me situar na cidade e começar a criar laços de amizade.
Nos meses de outubro e novembro, eu estava em uma família que trabalhava bastante e eu acabava não tendo muito contato com eles, ficava a maior parte do tempo sozinha, isso me fez entrar na fase de isolamento, que questionava constantemente se tudo o que eu estava fazendo valia a pena.
Na fase de assimilação é quando se percebe todos os "perrengues já enfrentados", uma transformação interna ocorre no momento em que o intercambista percebe que as formas de “estar no mundo” são múltiplas, e ele se sente agora plenamente apto a olhar para a sua cultura hospedeira sem a armadura que lhe impedia realmente de aprender (AFS). Neste ponto iniciei novas classes, estava me preparando para encontrar os intercambistas e viajar. Por momentos esqueci que "realmente" não vivo aqui, sabendo me virar para pegar um rickshaw, sair para comer com os amigos ou domingos gastos com a família.
Atualmente me encontro na fase de tensão para o retorno, que iniciou assim que retornei da viagem do norte. Essa fase significa que apesar da ansiedade de retornar e rever familiares e começar um novo estágio de vida, significa mais uma vez sair da zona de conforto, um sentimento de perda de tudo aquilo que se construiu durante o intercâmbio.
Meu conselho é aproveitar cada segundo como se fosse o último, mas não se culpe se algum dia você só querer ficar em casa assistindo um filme. Seja feliz na sua nova vida paralela.
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